A primeira gafe, da qual eu me lembro, foi com uma professora minha do colégio. A mulher lecionava Inglês e era muito gente boa. Estávamos eu e um amigo conversando com ela sobre casas mal-assombradas.
“A casa, onde eu moro hoje, tem um espírito. Eu já o vi algumas vezes. Ouço barulhos e tal, além de coisas caindo e quebrando.”, disse ela.
“Eu não gosto de conversar sobre isso, me dá calafrios!”, disse Gustavo, o meu amigo.
“Deixa de ser viadinho! Mas, fala Tia, é sério isso mesmo?”, perguntei.
“É sério. Tem um centro espírita ali perto de casa e eles foram fazer uma sessão lá em casa.”
“Gente, vamos mudar de assunto?”, disse Gustavo, já desesperado.
“Mas e ai?”, perguntei, não dando muita bola para Gustavo.
“Eles descobriram que o sujeito morreu na casa e que era tão apegado a ela que não foi para o plano espiritual. Ficou ali.”
“Cacete! Nunca me convide para ir à sua casa, por favor!”, disse Gustavo.
“Eles tentaram convencer o espírito a sair, mas não adiantou. Ele achava que ainda não tinha morrido.”
“E ai? O que você vai fazer?”, perguntei curioso.
“Já fiz! Voltei pra casa da minha mãe, ali em frente ao hospital. Uma de portão branco.”
“Há! Sei qual é. Ali era onde morava um doidinho que ficava socando o portão, não é? Eu ficava com medo de passar ali em frente e aquele doido me agarrar pelo pescoço e me matar.”, disse sorrindo.
“Aquele doido era meu irmão e ele morreu.”, disse ela, olhando pra mim com raiva.
Gustavo quase caiu pra trás. Eu fiquei tão sem graça que nunca mais cheguei perto dela pra conversar sobre nada. Não preciso nem dizer que quase perdi na matéria por causa disso.
Here and Back Again...
Há 14 anos

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