Capítulo 32 - Encontro Casual

“É muita criança chorando ao mesmo tempo!” comentou Roberto.
“Pois é, isso que está me deixando preocupado. Não estou acostumado a dormir menos de oito horas por dia.”
“Não se preocupe! O ser humano tem uma capacidade absurda de adaptação. Você vai conseguir!”, disse Juliano.
“Você vai conseguir uma cirrose e alguns cabelos brancos, isso sim!”, disse Ricardo, em mais um comentário desnecessário.
“E sua mulher, como está reagindo a isso tudo?”, perguntei.
“Ela está tranqüila, tirando a paranóia do dinheiro. A mãe dela que tá feliz pra caramba com isso.”
“As sogras sempre ficam felizes com as desgraças dos genros.”, comentou Roberto.
“Isso eu tenho que concordar.”, disse Ricardo.
“Como você sabe disso? Você nunca consegue ficar tempo suficiente com uma mulher para conhecer bem a sogra!”, disse Juliano.
“Mas elas me conhecem muito bem. Tanto que mandam a filha sair fora enquanto é tempo!”, comentou Ricardo e todos começamos a rir.
“E eu que tenho duas e não consigo comparar qual é a pior?”, indagou Roberto.
“Você é maluco! E canalha também!”, disse.
“Eu não consigo aturar uma, imagina duas sogras!”, disse Gilberto.
“Esse cara é bom! Mas diz ai, como você consegue fazer com que uma não saiba da outra?”, perguntou Ricardo.
“Uma mora em Campos e a outra mora aqui. Como estou em um projeto da Petrobrás, digo pra uma que no final de semana tenho que ir pro Rio para trabalhar, enquanto para a outra, digo que tenho que ir pra Macaé durante a semana. Adoro petróleo!”
“Você não existe, Roberto!”, disse.
“Mas elas não desconfiam?”, perguntou Juliano.
“Desconfiar, até desconfiam. Mas ninguém tem certeza de nada.”
“Eu não conseguiria manter isso por muito tempo.”, comentou Ricardo.
“Você não consegue manter um relacionamento normal por mais de três meses!”, indagou Juliano.
“Olha quem fala! Nunca fica com ninguém e ainda vem falar de mim! Há quanto tempo você está com esse seu namorado novo?”, disse Ricardo.
“Ricardo, por que você não vai catar coquinho?”
“Olha só! É viadinho até na hora de ofender alguém. Vira homem, porra!”
“David, dá um jeito nele, por favor?”, pediu Juliano.
“Ricardo dá pra parar!”
“Ok! Foi mal! Só estava brincando com ele.”
“Pessoal, vamos pedir a conta logo, pois preciso ir ao banco para pagar a conta de gás que está atrasada.”, disse.
“Mas já? Nem deu duas horas de almoço ainda!”, reclamou Gilberto.
“Nós temos apenas uma, não duas horas de almoço. Não sei nem porque ainda não fui embora. Qualquer dia desses, vou levar uma bronca por causa de vocês!”, disse Juliano.
“Todo mundo fica mais tempo no almoço, não é só a gente.”, comentou Roberto.
“Ele tem razão!”, comentou Ricardo.
“Já ficamos além da nossa cota!”, disse Juliano.

Juliano está ficando nervoso com a situação. Ele sempre fica olhando para o relógio quando vai terminando a uma hora de almoço. Ele só não vai embora sozinho, porque fica com medo da gente ficar sacaneando ele pro resto do dia. Paranóia total!

“Vamos embora logo, antes que o garanhão aí perca o controle.”, disse Ricardo.
“Por falar nisso, não vai mesmo nos dizer quem é a dama desconhecida?”, perguntou Roberto.
“Não. Vou deixar no suspense, pelo menos por enquanto. Podemos ir agora?”
“Tá bom, não precisa ficar nervoso.”, disse Gilberto.
“Vamos logo, pois, se não, a bichona vai dar um ataque de purpurina aqui dentro.”, comentou Ricardo.
“Cara, você está atentado hoje!”, comentei.
“Hoje é dia de festa! E, melhor ainda, vamos ver nosso amigo comendo aquela gostosa! Trouxe a câmera?”
“Já estava lá no trabalho. Mas não sei se vou ter coragem de usar.”
“Deixa de ser viadinho! A empresa inteira quer ver essas fotos e podemos ganhar uma grana com isso!”
“Deixa de ser idiota, Ricardo! Se eu tirar alguma foto, vai ser pra mostrar pra vocês e não para vender pela empresa inteira!”
“Até porque, ele precisa manter o contato para poder comer de novo!”, comentou Gilberto.
“Nisso ele tem razão.”, disse Roberto.
“Beleza, mas, como melhor amigo, eu quero ver primeiro!”, disse Ricardo.
“Vou mandar pra todos ao mesmo tempo. E vamos embora logo, pois o Juliano já está tendo um ataque de nervos! Ele está quase pedindo o relógio pra voltar no tempo.”

Olhamos todos para o Juliano e o coitado já estava suando frio. O garçom chegou com a conta e foi embora, atender outra mesa. Não consigo entender porque esse restaurante não possui comandas individuais. Não faz sentido nenhum você pedir a conta e depois ter que se levantar para pagar no caixa. É sempre uma confusão na hora de ver quem vai pagar quanto, principalmente quando Gilberto está no grupo.

Todos nos levantamos e seguimos para a fila do caixa, que já estava enorme. Alguém me tocou no ombro. Olhei para a boca aberta dos caras que estavam à minha frente e fiquei sem reação. Uma voz doce e suave se destacou no ambiente barulhento daquele restaurante. Alguém estava falando comigo.

“Nem me chamou para almoçar. Que feio!”

Quando me virei, dei de encontro com aquela deusa, em seu vestido preto curtíssimo e com sua sandalinha alta, amarrada até o joelho. O sorriso de Júlia emanou pelo ambiente, contaminando a todos com a sua presença. Os malucos já saíram de perto, mas tenho certeza de que todos estão com os ouvidos atentos.

“É... desculpa. É que saímos muito rápido e não deu muito tempo pra pensar direito, então...”.
“Não se preocupe, não estou chateada. Só estou brincando com você.”, disse ela, passando a mão no meu rosto.

Quase tive um orgasmo. Eu não acredito que ela está falando assim comigo na frente do pessoal! Só pode ser sonho.

“Hoje à noite eu te recompenso.”
“Estou esperando ansiosamente.”, disse ela mordendo os lábios.
“Próximo!”, gritou a atendente do caixa.
“Deixa eu ir. Te vejo hoje a noite, tá?”
“Estarei lá, pode ter certeza.”

Ela está indo embora e está furando fila. Ela pode, eu não ligo. Ela é tão linda de costas! Acho que até mais do que de frente! Os caras devem estar babando.

Esperei por um tempo, parado na fila, sozinho. Em alguns segundos, estavam todos lá, olhando aquela bunda maravilhosa e balançante passando pela porta de saída. Não demorou muito para o primeiro comentário.

“Eu estou pasmo. Não acredito que você teve coragem de dizer aquilo.”, disse Gilberto.
“Saiu sem querer!”
“Mandou muito bem!”, disse Juliano.
“A mulher está na sua mão!”, comentou Roberto.

Todos começaram a bagunçar o meu cabelo, como se eu fosse um adolescente que combinou a primeira transa. Na verdade, é como estou me sentindo: um adolescente. Fazer o quê? A mulher que todo mundo deseja acabou de demonstrar toda a sua vontade de ficar comigo. E em público! Agora não há mais dúvida: o cara que ela está interessada sou eu!

“Agora é só chegar!”, comentou Roberto.
“Já chega agarrando logo, no inicio da festa!”, disse Gilberto.
“É, meu amigo, agora é contigo.”, disse Juliano.
“Eu não disse? Tem gente que vai comer um cú hoje e agora é certo!”, disse Ricardo, me abraçando.

O almoço tinha que terminar com um comentário obsceno de Ricardo.

Capítulo 31 - Gilberto

Gilberto é um cara legal. Tão legal que chega a ser pateta. Digo isso por causa de sua esposa, Cristina, que monta nele como se fosse um touro mecânico manso.

Não que ele seja corno, longe disso. Eles se amam loucamente e garanto que nenhum dos dois teria coragem de fazer alguma coisa de errado. Acho que por ser tão apaixonado, Gilberto acabou permitindo que sua amada utilizasse esse pequeno detalhe a seu favor.

Os dois se conheceram na faculdade e se casaram logo depois da formatura. Foram morar em um minúsculo apartamento na Lapa. Não era um apartamento bom, mas era o que Gilberto podia pagar com seu irrisório salário de treinee. Cristina não conseguia emprego, pois era formada em Nutrição, o que não ajudava muito no mercado.

O tempo passou e os dois seguiram caminhando. Gilberto arranjou um emprego novo e Cristina conseguiu um emprego em uma empresa de alimentos. Eles se mudaram para um apartamento maior, na Glória, pois ficava mais perto do trabalho de Cristina, que era no Catete.

O salário de Gilberto já era bem melhor, mas o de Cristina não pagava nem a conta de luz. Ele, então, começou a gastar com um monte de coisas supérfluas, como videogames, televisões grandes, restaurantes caros e carros novos. Cristina assistia aquilo tudo com raiva, pois estava vendo o dinheiro indo pelo ralo. Foi então que, num surto, ela disse para Gilberto que não dava mais para agüentar aquilo tudo e que ele não pensava no futuro dos dois. Ela ameaçou ir embora, mas Gilberto implorou para ela ficar. Ela resolveu permanecer casada, mas com uma condição: ela controlaria todo o dinheiro que entrasse naquela casa.

Desde então, Cristina proíbe qualquer aventura de Gilberto, seja ela em equipamentos eletrônicos novos, seja em roupas caras. Os dois se acostumaram com a rotina e Gilberto passou a ser mandado pela mulher, motivo pelo qual é constantemente sacaneado.

De uns meses pra cá, algo mudou e Gilberto foi ficando preocupado com a condição da mulher. O nível de paranóia estava aumentando muito e ele não sabia o porquê.

Eles sentaram e Gilberto perguntou o que estava acontecendo. Cristina explicou, aos prantos, que estava grávida e que tinha medo de não ter dinheiro para manter a criança. Gilberto, após o susto, abraçou a mulher e prometeu a ela que nada de mal aconteceria com o filho deles. Os dois choraram por um tempo e depois caíram na gargalhada de felicidade. A família estava aumentando!

Os dois passaram a planejar todos os gastos possíveis e imagináveis, causados pela chegada do novo membro da família Souza.Eles só não sabiam que a família aumentaria, de novo, tão rápido.

Capítulo 30 - O Almoço

Eu sou uma pessoa que não liga muito para comida. Se eu pudesse, comeria a mesma coisa todo dia. A minha mãe sempre me disse que eu tinha preguiça de comer, por isso nunca queria experimentar nada e nunca terminava um prato sequer. Ela passou um tempo me botando de castigo e me forçando a comer coisas que eu não queria, mas não adiantou muito. Hoje em dia como algumas coisas a mais, mas nada substitui um bom bife com batata frita.

Como o restaurante escolhido é bem caro, eu só como carne, camarão e um pouquinho de batata pra não perder o costume. Nada de arroz, pois arroz é barato e eu como em casa de graça. Faço de conta que estou de regime para não parecer tão muquirana.

Pegamos a comida e nos encaminhamos para um mesa perto da janela, que dá pra Avenida Rio Branco. Não sei se por ser em um prédio velho ou se porque o dono é muquirana, mas o restaurante não possui ar-condicionado. A vista não é das melhores, mas, quando tem briga de camelôs com a Guarda Municipal, aquele lugar se torna bem disputado. Essa é mais uma razão para nos mantermos perto da janela.

“Eu não vou falar nada!”
“Juliano, nós somos seus amigos! Você tem que contar isso pra gente!”, disse Gilberto.
“Ele deve estar chamando o namorado viado dele de linda e vocês estão achando que é alguém da empresa.”, disse Ricardo, jogando um sache de sal em Juliano.
“Uma coisa a gente sabe: é da empresa.”, comentou Roberto.
“Pessoal, não adianta que eu não vou falar nada. Até porque tem gente aqui que é boca aberta e vai acabar espalhando pra todo mundo.”
“Vamos deixar o cara em paz, ok?”, disse.
“David, é um absurdo ele não nos contar algo assim! Nós contamos tudo pra ele!”, disse Gilberto indignado.
“Eu conto na hora certa. Agora não dá pra contar.”

O cara não quer contar, então é melhor não insistir. Se fosse qualquer um dos outros, provavelmente já estaríamos sabendo bem antes do sujeito marcar o primeiro encontro.

“Vamos mudar de assunto, antes que o Ricardo comece com as gracinhas dele?”, indagou Juliano.
“Pode deixar que não vou ficar comentando com ninguém as suas aventuras amorosas, se o problema for a minha presença.”

Ricardo ficou chateado e cruzou os braços, fechando a cara. Pelo visto, ele entendeu que ele era o problema, já que Juliano nunca gostou de contar nada pra gente com ele por perto. Ele sabia que o sujeito espalharia para todo mundo alguns segundos depois.

Depois de algumas sessões de esporro e muita conversa, conseguimos controlar a ânsia de Ricardo a contar a todos os acontecimentos para todo mundo que fala “oi” com ele. Já faz algum tempo que ele não dá nenhuma crisa, mas, mesmo assim, Juliano ainda permanece resistente. Não tiro a razão dele, mas, se não dermos um voto de confiança, como saberemos se ele melhorou ou não?

Ricardo sempre se sente meio ofendido com essas “exclusões”, por isso, como todo bom grupo de amigos, não há como não sacanear o sujeito depois de uma demonstração clara de se sentir “excluído do grupo”.

“Depois eu que sou viadinho.”, comentou Juliano.
“Fala sério! Ficou boladinho, ficou?”, sacaneou Roberto.
“Essa foi a maior demonstração de homossexualismo que eu já presenciei na minha vida!”, gritou Gilberto, batendo no ombro de Ricardo.
“Vão todos se fuder!”.
“O cara tá nervosinho mesmo! Ricardo, vai com calma! Se o cara não quer falar, deixa ele. Tenho certeza que ele falará na hora certa. Vamos mudar de assunto?”, perguntei.

Como estamos em lugar público, preciso conter esses caras. Se eu deixar, Ricardo daqui a pouco está quebrando o lugar todo. Ele sempre cai na pilha.

“Gilberto, o novo papai de dois, irá nos contar como está lidando com isso.”, disse Roberto.
“Não me falem disso! Eu estou feliz, mas, ao mesmo tempo, desesperado!”
“Imaginamos!”, disseram todos os outros.

Coitado do Gilberto. Ele não vai durar muito tempo com três pessoas controlando sua vida.

Capítulo 29 - A História das Mancadas

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COMENTÁRIO!!!

Só pra constar, roubaram o meu pendrive na PUC, o que é um absurdo, já que os infelizes não tem mais onde enfiar dinheiro.

Por causa desse pequeno problema, tive que correr para registrar o livro na biblioteca nacional. Se o infeliz que roubou o meu pendrive estiver lendo essa frase, que você queime no mármore do inferno!!!

Tenho dito!

Bom, tirando esse problema, segue um capítulo novo para desgustação.

Abraços a todos!

Eduardo

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As mancadas em e-mails tornaram-se comuns no dia-a-dia de uma empresa. Com certeza, em qualquer empresa que você trabalhar, haverá pelo menos duas pessoas com nomes parecidos e, provavelmente, você mandará a mensagem para a pessoa errada. É a lei de Murphy agindo no universo!

Em outros casos, os problemas causados são ainda maiores. Certa vez, um garoto do suporte técnico estava trocando mensagens com um amigo quando uma outra mensagem chegou a sua caixa, no momento em que ele pressionou a opção de responder. O garoto, sem perceber, enviou o e-mail para um grupo interno, criado para envio de mensagens para todos os membros da empresa, inclusive o presidente. A mensagem era a seguinte:

“Ae, tô coçando o saco o dia inteiro. Vamos lá embaixo fumar um cigarro para matar o tempo?”

O rapaz ficou tão transtornado e desesperado quando viu o que fez que, quando entrou na sala do chefe para explicar, o presidente já tinha lido o e-mail e ligado pedindo explicações sobre o ocorrido. Não preciso dizer que o garoto foi mandado embora.

Eu mesmo já fiz besteira aqui dentro e quase perdi meu emprego. Existia um cara que trabalhou comigo, em um outro projeto, que possuía um nome muito parecido com o de um gerente da empresa. Eu tinha intimidade com o cara, por isso não vi problemas em sacaneá-lo quando recebi um e-mail assim:

De: Carlos Fernando Gomes
Para: David
Assunto: Liberação de acesso

Prezado,

Solicito acesso ao sistema de avaliação de desempenho para o login cagomes.
Obrigado,

Carlos Gomes


O meu amigo também se chamava Carlos Gomes e, quando li, não entendi o porquê da solicitação, já que ele já possuía o acesso ao sistema. Então, muito engraçadinho, respondi com o seguinte e-mail:

De: David
Para: Carlos Fernando Gomes
Assunto: Res: Liberação de acesso

Uhauhauhauahuahauh
Que porra de login é esse? Cagomes?
Que viadinho!!

Mas afinal, pra que você quer acesso?

Valeu!

David

Quando percebi o “Fernando” entrei em pânico. Fiquei branco e não conseguia emitir um som sequer. Ana Cláudia chegou perto de mim e levou um susto. Ela perguntava o que era, mas eu não conseguia falar. Trinta segundos depois, ouvi a voz de Dario me chamando, aos berros, solicitando a minha presença em sua sala.

“Você é maluco ou come merda?”, gritou Dario.
“Eu... eu... não vi o nome!”
“O cara me ligou agora me pedindo explicações!”
“Foi sem querer! Eu não vi o sobrenome! E eu pensei que o login de sistema do Carlos fosse diferente do da rede!”
“E agora? O que eu faço com você? O cara é gerente comercial da empresa e quer a sua cabeça!”
“Ele quer me demitir por causa de uma brincadeira?”
“Ele odeia esse login. Simplesmente odeia!”
“Então peça para trocar o login dele!”

Ele ficou parado por um tempo, com a mão no queixo, como se estivesse com dificuldade de raciocinar o que eu tinha acabado de dizer. Juro que senti um cheiro estranho na sala nesse momento.

“Pode ser que funcione.”
“Então, é só você fazer isso e tudo fica tranqüilo.”
“Não, você faz isso. Você vai ao setor de administração de redes pedir para trocarem o login dele para ‘cgomes’. E tem que ser hoje!”
“Eu? Mas aqueles caras só atendem com rapidez os gerentes e diretores! A última vez que solicitei algo levou três semanas para eu ser atendido! E esse login já está sendo utilizado!”
“Você gosta do seu emprego?”
“Gosto sim, mas isso é...”.
“Você tem até o final da tarde.”
“Mas...”
“Você está aqui ainda?”

Era uma tarefa impossível. Eu tinha que convencer o Carlos, meu amigo, a ceder o login dele para o Carlos, meu não amigo, e ainda conseguir que o pessoal de redes me atendesse ainda naquele dia. Tive que apelar e pedir ajuda para o Rodrigo que, apesar de maluco, tinha uma boa influência no setor.

Eu fui convencer o meu amigo, enquanto o Rodrigo foi convencer o gerente de redes. A minha parte foi mais complicada que a dele, mas ambos conseguimos completar nossas missões antes das dezessete horas.

Missão cumprida, todos ficaram satisfeitos, menos o Carlos, meu amigo, que ficou com um login esquisito (cajose, parece nome de fruta do nordeste) e eu, que fiquei devendo um favor para o Rodrigo. Ele ainda me cobra esse favor até hoje, mas mal sabe ele que já paguei todos os meus pecados com suas burrices.

*****Atrasos*****

Pessoal,

Desculpem o atraso nas postagens, mas ta difícil conseguir tempo...
Prometo que, em breve, continuarei com as postagens regulares, ou seja, toda sexta-feira.

Por enquanto, gostaria que vocês comentassem, pois to vendo que tem um monte de gente lendo e ninguém comentando!!!!

Essa semana será uma semana interessante. É a semana de resposta da editora, ou seja, posso virar um escritor até sexta-feira!

Bom, é isso...
Acho que sexta vai dar pra postar mais um. Quem sabe outro comentário dizendo quando o livro estará nas lojas?

Abraços!

Eduardo