Hora do almoço!
A calorosa discussão do local do almoço sempre começa cedo, normalmente na hora que o primeiro do grupo chega à empresa. O recorde registrado, até o momento, é de Gilberto. Ele virou a noite trabalhando e, às quatro e meia da manhã, enviou um e-mail para todos perguntando aonde seria a sagrada refeição do dia.
No centro do Rio de Janeiro, você encontra todo tipo de restaurante: do mais barato, aos mais caros e sofisticados.
Existem algumas pessoas que insistem em se aventurar em alguns buracos para economizar no final do mês. Estes, em compensação, gastam o que não queriam gastar com remédios e consultas, já que não se sabe a procedência e o modo de preparo da comida desses lugares. Quando você olhar um restaurante com uma placa escrita “coma o que quiser por 3,99”, só entre se você possuir um estômago de aço e um fígado mutante.
Algumas outras pessoas, que gostam de aparecer, freqüentam os restaurantes mais caros, onde um pratinho de comida safado e bonitinho custa em média vinte e nove reais. Conheço algumas da empresa, que não tem onde caírem mortas, que almoçam nesses lugares todos os dias. Como elas não têm dinheiro, acabam por dividir esses pratos miserentos, dizendo aos quatro ventos que estão de regime. Provavelmente, elas chegam em casa e batem um prato de arroz, feijão e carne de segunda para suprir as necessidades, já que acabam comendo cerca de cento e cinqüenta gramas de alimento. A aparência é tudo hoje em dia!
Nós, como pessoas normais e famintas, comemos nos intermediários, pois a comida não é ruim e o preço é mais em conta. Escolhemos, sempre, um restaurante mais perto do trabalho, pois assim não precisamos andar muito. Andar de barriga cheia no sol do Rio de Janeiro é, como dizem os cariocas, sinistro!
Mesmo pagando um pouco mais do que nos pés-sujos da vida, às vezes, nos deparamos com algumas lagartas na salada ou creme de leite estragado no molho do strogonoff. Mas aí é só jogar pro lado e continuar comendo. Afinal, o que não mata, engorda!

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