“É muita criança chorando ao mesmo tempo!” comentou Roberto.
“Pois é, isso que está me deixando preocupado. Não estou acostumado a dormir menos de oito horas por dia.”
“Não se preocupe! O ser humano tem uma capacidade absurda de adaptação. Você vai conseguir!”, disse Juliano.
“Você vai conseguir uma cirrose e alguns cabelos brancos, isso sim!”, disse Ricardo, em mais um comentário desnecessário.
“E sua mulher, como está reagindo a isso tudo?”, perguntei.
“Ela está tranqüila, tirando a paranóia do dinheiro. A mãe dela que tá feliz pra caramba com isso.”
“As sogras sempre ficam felizes com as desgraças dos genros.”, comentou Roberto.
“Isso eu tenho que concordar.”, disse Ricardo.
“Como você sabe disso? Você nunca consegue ficar tempo suficiente com uma mulher para conhecer bem a sogra!”, disse Juliano.
“Mas elas me conhecem muito bem. Tanto que mandam a filha sair fora enquanto é tempo!”, comentou Ricardo e todos começamos a rir.
“E eu que tenho duas e não consigo comparar qual é a pior?”, indagou Roberto.
“Você é maluco! E canalha também!”, disse.
“Eu não consigo aturar uma, imagina duas sogras!”, disse Gilberto.
“Esse cara é bom! Mas diz ai, como você consegue fazer com que uma não saiba da outra?”, perguntou Ricardo.
“Uma mora em Campos e a outra mora aqui. Como estou em um projeto da Petrobrás, digo pra uma que no final de semana tenho que ir pro Rio para trabalhar, enquanto para a outra, digo que tenho que ir pra Macaé durante a semana. Adoro petróleo!”
“Você não existe, Roberto!”, disse.
“Mas elas não desconfiam?”, perguntou Juliano.
“Desconfiar, até desconfiam. Mas ninguém tem certeza de nada.”
“Eu não conseguiria manter isso por muito tempo.”, comentou Ricardo.
“Você não consegue manter um relacionamento normal por mais de três meses!”, indagou Juliano.
“Olha quem fala! Nunca fica com ninguém e ainda vem falar de mim! Há quanto tempo você está com esse seu namorado novo?”, disse Ricardo.
“Ricardo, por que você não vai catar coquinho?”
“Olha só! É viadinho até na hora de ofender alguém. Vira homem, porra!”
“David, dá um jeito nele, por favor?”, pediu Juliano.
“Ricardo dá pra parar!”
“Ok! Foi mal! Só estava brincando com ele.”
“Pessoal, vamos pedir a conta logo, pois preciso ir ao banco para pagar a conta de gás que está atrasada.”, disse.
“Mas já? Nem deu duas horas de almoço ainda!”, reclamou Gilberto.
“Nós temos apenas uma, não duas horas de almoço. Não sei nem porque ainda não fui embora. Qualquer dia desses, vou levar uma bronca por causa de vocês!”, disse Juliano.
“Todo mundo fica mais tempo no almoço, não é só a gente.”, comentou Roberto.
“Ele tem razão!”, comentou Ricardo.
“Já ficamos além da nossa cota!”, disse Juliano.
Juliano está ficando nervoso com a situação. Ele sempre fica olhando para o relógio quando vai terminando a uma hora de almoço. Ele só não vai embora sozinho, porque fica com medo da gente ficar sacaneando ele pro resto do dia. Paranóia total!
“Vamos embora logo, antes que o garanhão aí perca o controle.”, disse Ricardo.
“Por falar nisso, não vai mesmo nos dizer quem é a dama desconhecida?”, perguntou Roberto.
“Não. Vou deixar no suspense, pelo menos por enquanto. Podemos ir agora?”
“Tá bom, não precisa ficar nervoso.”, disse Gilberto.
“Vamos logo, pois, se não, a bichona vai dar um ataque de purpurina aqui dentro.”, comentou Ricardo.
“Cara, você está atentado hoje!”, comentei.
“Hoje é dia de festa! E, melhor ainda, vamos ver nosso amigo comendo aquela gostosa! Trouxe a câmera?”
“Já estava lá no trabalho. Mas não sei se vou ter coragem de usar.”
“Deixa de ser viadinho! A empresa inteira quer ver essas fotos e podemos ganhar uma grana com isso!”
“Deixa de ser idiota, Ricardo! Se eu tirar alguma foto, vai ser pra mostrar pra vocês e não para vender pela empresa inteira!”
“Até porque, ele precisa manter o contato para poder comer de novo!”, comentou Gilberto.
“Nisso ele tem razão.”, disse Roberto.
“Beleza, mas, como melhor amigo, eu quero ver primeiro!”, disse Ricardo.
“Vou mandar pra todos ao mesmo tempo. E vamos embora logo, pois o Juliano já está tendo um ataque de nervos! Ele está quase pedindo o relógio pra voltar no tempo.”
Olhamos todos para o Juliano e o coitado já estava suando frio. O garçom chegou com a conta e foi embora, atender outra mesa. Não consigo entender porque esse restaurante não possui comandas individuais. Não faz sentido nenhum você pedir a conta e depois ter que se levantar para pagar no caixa. É sempre uma confusão na hora de ver quem vai pagar quanto, principalmente quando Gilberto está no grupo.
“Pois é, isso que está me deixando preocupado. Não estou acostumado a dormir menos de oito horas por dia.”
“Não se preocupe! O ser humano tem uma capacidade absurda de adaptação. Você vai conseguir!”, disse Juliano.
“Você vai conseguir uma cirrose e alguns cabelos brancos, isso sim!”, disse Ricardo, em mais um comentário desnecessário.
“E sua mulher, como está reagindo a isso tudo?”, perguntei.
“Ela está tranqüila, tirando a paranóia do dinheiro. A mãe dela que tá feliz pra caramba com isso.”
“As sogras sempre ficam felizes com as desgraças dos genros.”, comentou Roberto.
“Isso eu tenho que concordar.”, disse Ricardo.
“Como você sabe disso? Você nunca consegue ficar tempo suficiente com uma mulher para conhecer bem a sogra!”, disse Juliano.
“Mas elas me conhecem muito bem. Tanto que mandam a filha sair fora enquanto é tempo!”, comentou Ricardo e todos começamos a rir.
“E eu que tenho duas e não consigo comparar qual é a pior?”, indagou Roberto.
“Você é maluco! E canalha também!”, disse.
“Eu não consigo aturar uma, imagina duas sogras!”, disse Gilberto.
“Esse cara é bom! Mas diz ai, como você consegue fazer com que uma não saiba da outra?”, perguntou Ricardo.
“Uma mora em Campos e a outra mora aqui. Como estou em um projeto da Petrobrás, digo pra uma que no final de semana tenho que ir pro Rio para trabalhar, enquanto para a outra, digo que tenho que ir pra Macaé durante a semana. Adoro petróleo!”
“Você não existe, Roberto!”, disse.
“Mas elas não desconfiam?”, perguntou Juliano.
“Desconfiar, até desconfiam. Mas ninguém tem certeza de nada.”
“Eu não conseguiria manter isso por muito tempo.”, comentou Ricardo.
“Você não consegue manter um relacionamento normal por mais de três meses!”, indagou Juliano.
“Olha quem fala! Nunca fica com ninguém e ainda vem falar de mim! Há quanto tempo você está com esse seu namorado novo?”, disse Ricardo.
“Ricardo, por que você não vai catar coquinho?”
“Olha só! É viadinho até na hora de ofender alguém. Vira homem, porra!”
“David, dá um jeito nele, por favor?”, pediu Juliano.
“Ricardo dá pra parar!”
“Ok! Foi mal! Só estava brincando com ele.”
“Pessoal, vamos pedir a conta logo, pois preciso ir ao banco para pagar a conta de gás que está atrasada.”, disse.
“Mas já? Nem deu duas horas de almoço ainda!”, reclamou Gilberto.
“Nós temos apenas uma, não duas horas de almoço. Não sei nem porque ainda não fui embora. Qualquer dia desses, vou levar uma bronca por causa de vocês!”, disse Juliano.
“Todo mundo fica mais tempo no almoço, não é só a gente.”, comentou Roberto.
“Ele tem razão!”, comentou Ricardo.
“Já ficamos além da nossa cota!”, disse Juliano.
Juliano está ficando nervoso com a situação. Ele sempre fica olhando para o relógio quando vai terminando a uma hora de almoço. Ele só não vai embora sozinho, porque fica com medo da gente ficar sacaneando ele pro resto do dia. Paranóia total!
“Vamos embora logo, antes que o garanhão aí perca o controle.”, disse Ricardo.
“Por falar nisso, não vai mesmo nos dizer quem é a dama desconhecida?”, perguntou Roberto.
“Não. Vou deixar no suspense, pelo menos por enquanto. Podemos ir agora?”
“Tá bom, não precisa ficar nervoso.”, disse Gilberto.
“Vamos logo, pois, se não, a bichona vai dar um ataque de purpurina aqui dentro.”, comentou Ricardo.
“Cara, você está atentado hoje!”, comentei.
“Hoje é dia de festa! E, melhor ainda, vamos ver nosso amigo comendo aquela gostosa! Trouxe a câmera?”
“Já estava lá no trabalho. Mas não sei se vou ter coragem de usar.”
“Deixa de ser viadinho! A empresa inteira quer ver essas fotos e podemos ganhar uma grana com isso!”
“Deixa de ser idiota, Ricardo! Se eu tirar alguma foto, vai ser pra mostrar pra vocês e não para vender pela empresa inteira!”
“Até porque, ele precisa manter o contato para poder comer de novo!”, comentou Gilberto.
“Nisso ele tem razão.”, disse Roberto.
“Beleza, mas, como melhor amigo, eu quero ver primeiro!”, disse Ricardo.
“Vou mandar pra todos ao mesmo tempo. E vamos embora logo, pois o Juliano já está tendo um ataque de nervos! Ele está quase pedindo o relógio pra voltar no tempo.”
Olhamos todos para o Juliano e o coitado já estava suando frio. O garçom chegou com a conta e foi embora, atender outra mesa. Não consigo entender porque esse restaurante não possui comandas individuais. Não faz sentido nenhum você pedir a conta e depois ter que se levantar para pagar no caixa. É sempre uma confusão na hora de ver quem vai pagar quanto, principalmente quando Gilberto está no grupo.
Todos nos levantamos e seguimos para a fila do caixa, que já estava enorme. Alguém me tocou no ombro. Olhei para a boca aberta dos caras que estavam à minha frente e fiquei sem reação. Uma voz doce e suave se destacou no ambiente barulhento daquele restaurante. Alguém estava falando comigo.
“Nem me chamou para almoçar. Que feio!”
Quando me virei, dei de encontro com aquela deusa, em seu vestido preto curtíssimo e com sua sandalinha alta, amarrada até o joelho. O sorriso de Júlia emanou pelo ambiente, contaminando a todos com a sua presença. Os malucos já saíram de perto, mas tenho certeza de que todos estão com os ouvidos atentos.
“É... desculpa. É que saímos muito rápido e não deu muito tempo pra pensar direito, então...”.
“Não se preocupe, não estou chateada. Só estou brincando com você.”, disse ela, passando a mão no meu rosto.
Quase tive um orgasmo. Eu não acredito que ela está falando assim comigo na frente do pessoal! Só pode ser sonho.
“Hoje à noite eu te recompenso.”
“Estou esperando ansiosamente.”, disse ela mordendo os lábios.
“Próximo!”, gritou a atendente do caixa.
“Deixa eu ir. Te vejo hoje a noite, tá?”
“Estarei lá, pode ter certeza.”
Ela está indo embora e está furando fila. Ela pode, eu não ligo. Ela é tão linda de costas! Acho que até mais do que de frente! Os caras devem estar babando.
Esperei por um tempo, parado na fila, sozinho. Em alguns segundos, estavam todos lá, olhando aquela bunda maravilhosa e balançante passando pela porta de saída. Não demorou muito para o primeiro comentário.
“Eu estou pasmo. Não acredito que você teve coragem de dizer aquilo.”, disse Gilberto.
“Saiu sem querer!”
“Mandou muito bem!”, disse Juliano.
“A mulher está na sua mão!”, comentou Roberto.
Todos começaram a bagunçar o meu cabelo, como se eu fosse um adolescente que combinou a primeira transa. Na verdade, é como estou me sentindo: um adolescente. Fazer o quê? A mulher que todo mundo deseja acabou de demonstrar toda a sua vontade de ficar comigo. E em público! Agora não há mais dúvida: o cara que ela está interessada sou eu!
“Agora é só chegar!”, comentou Roberto.
“Já chega agarrando logo, no inicio da festa!”, disse Gilberto.
“É, meu amigo, agora é contigo.”, disse Juliano.
“Eu não disse? Tem gente que vai comer um cú hoje e agora é certo!”, disse Ricardo, me abraçando.
O almoço tinha que terminar com um comentário obsceno de Ricardo.

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