Já são 18h30min e a Ana ainda não mandou o e-mail e nem telefonou pra avisar que está tudo ok. Vou telefonar para ver como anda as coisas.
Merda! Ela não está atendendo! Por que isso só acontece comigo?
Telefone tocando, só pode ser ela!
“Alô!”
“Vem pra cá logo, porra!”
É Gilberto me enchendo a paciência. Está uma barulheira absurda do outro lado da linha. Ele já está com voz de bêbado.
“Eu estou tentando terminar essa merda aqui!”
“Esquece isso e vem pra cá!”
“Não posso! O Dario descobriu!”
“Manda ele tomar no cú e vem pra cá logo!”
“Se eu pudesse, jogava ele daqui de cima!”
“Vai jogar quem, aqui de cima?”
Dario apareceu como um fantasma atrás de mim. Eu gelei e desliguei o telefone na cara de Gilberto. Tenho que pensar rápido e pensamentos rápidos são sempre perigosos.
“O computador. Queria jogar o computador daqui de cima.”
“Que bom. Pensei que você estivesse falando de mim.”
“Não, não estava.”
“Alguma novidade? O Uísque já deve estar acabando.”
“Já estou quase terminando.”
“Descobriu o que era?”
“Não.”
“Então como você está terminando se você não sabe nem o que é?”
“Dario, se você continuar me fazendo perguntas, não conseguirei terminar rápido.”
“Por que eu acho que você está me enganando?”
Chefe desconfiado. Perigo! Perigo!
“Dario, você pode fazer as suas avaliações sem problemas. Você não tem um monte pendente ainda?”
“Tenho.”
“Então, porque não vai adiantando?”
“Vou fazer isso então. Mas ande logo com isso!”
Anda logo Ana Cláudia, atende essa merda de telefone.
“Alô!”, disse ela.
“Finalmente!”
“Já acabei aqui. Pode liberar o sistema.”
“Mas o sistema já estava liberado!”
“Ih! Se alguém estiver fazendo avaliação, vai perder tudo!”
“Ah, não!”
“David!”, gritou Dario.
É hoje que não saio daqui.
Here and Back Again...
Há 14 anos

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