Uma recepcionista, vestida de coelhinha da Playboy, está recebendo os convidados na porta do lugar, como de costume. Todas as festas da empresa são aqui e possuem as mesmas características: recepcionista gostosa, vestida com algo do imaginário masculino, comida frita e massuda, para poder encher rápido, e muita cerveja gelada, além de uísque e caipirinha. As mulheres sempre reclamam da recepcionista, mas azar o delas se o presidente da empresa é homem.
“Qual o seu nome?”, perguntou a coelha.
“Você pode me chamar do que você quiser!”, disse o homem a minha frente.
“Eu não estou vendo na lista nenhuma pessoa com esse nome.”
“Que nome?”
“Idiota.”
“Não precisa ser grossa.”, entrou ele tristonho, após dizer seu nome correto.
Já vi que não dá pra brincar com essa garota, então me deixa ficar quieto. É uma pena, pois tenho ótimas cantadas de coelho.
“Qual o seu nome?”, disse ela.
“David.”
“David. Deixa-me ver aqui na lista.”
Ela permaneceu procurando por alguns segundos, pois eram várias folhas com nomes bem pequenos. Enquanto isso, fiquei analisando o material. E que material!
“Você tem levado muitas cantadas hoje, não é?”
“Nem me fale. As pessoas não percebem que isso é só um trabalho.”
“Imagino. Alguma cantada de coelho?”
“É o que mais tem! Um cara perguntou se eu conseguia mexer o meu rabo tão rápido quanto os outros da minha espécie. É mole?”
“Pelo menos ele foi original.”
“É, ao menos isso. Aqui! David. Pode entrar.”
“Obrigado.”
“De nada.”
“A propósito, você está uma gracinha de coelhinha.”
“Pelo menos um elogio gentil diante de tanta mediocridade.”
“Você merece.”
“Você é um lindinho, sabia?”
“A minha mãe sempre diz isso.”
“E engraçado também! Gostei de você. Vai fazer alguma coisa depois da festa?”
“Infelizmente tenho compromisso.”
“Que pena. Toma meu telefone e me liga quando estiver livre.”
“Você vai vestida assim no nosso primeiro encontro?”
“Vou te mostrar se faço jus à espécie.”
Ela sorriu e piscou pra mim. Acabei de me surpreender com as sacadas rápidas e frases de efeito, não previamente ensaiadas. Tudo muito espontâneo e natural. Tô ficando bom nisso!
Pelo menos, se não der certo com a Júlia, eu já tenho uma coelhinha pra hoje à noite.
“Qual o seu nome?”, perguntou a coelha.
“Você pode me chamar do que você quiser!”, disse o homem a minha frente.
“Eu não estou vendo na lista nenhuma pessoa com esse nome.”
“Que nome?”
“Idiota.”
“Não precisa ser grossa.”, entrou ele tristonho, após dizer seu nome correto.
Já vi que não dá pra brincar com essa garota, então me deixa ficar quieto. É uma pena, pois tenho ótimas cantadas de coelho.
“Qual o seu nome?”, disse ela.
“David.”
“David. Deixa-me ver aqui na lista.”
Ela permaneceu procurando por alguns segundos, pois eram várias folhas com nomes bem pequenos. Enquanto isso, fiquei analisando o material. E que material!
“Você tem levado muitas cantadas hoje, não é?”
“Nem me fale. As pessoas não percebem que isso é só um trabalho.”
“Imagino. Alguma cantada de coelho?”
“É o que mais tem! Um cara perguntou se eu conseguia mexer o meu rabo tão rápido quanto os outros da minha espécie. É mole?”
“Pelo menos ele foi original.”
“É, ao menos isso. Aqui! David. Pode entrar.”
“Obrigado.”
“De nada.”
“A propósito, você está uma gracinha de coelhinha.”
“Pelo menos um elogio gentil diante de tanta mediocridade.”
“Você merece.”
“Você é um lindinho, sabia?”
“A minha mãe sempre diz isso.”
“E engraçado também! Gostei de você. Vai fazer alguma coisa depois da festa?”
“Infelizmente tenho compromisso.”
“Que pena. Toma meu telefone e me liga quando estiver livre.”
“Você vai vestida assim no nosso primeiro encontro?”
“Vou te mostrar se faço jus à espécie.”
Ela sorriu e piscou pra mim. Acabei de me surpreender com as sacadas rápidas e frases de efeito, não previamente ensaiadas. Tudo muito espontâneo e natural. Tô ficando bom nisso!
Pelo menos, se não der certo com a Júlia, eu já tenho uma coelhinha pra hoje à noite.

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