“Entra e fica quieta.”
“Você é maluco? Aqui é o banheiro masculino!”
Um barulho trancando a porta.
“Não interessa! Eu não vejo a hora de te agarrar!”
“Ai, Juliano! Você é maluco!”
“Maluco por você!”
Sons de roupas roçando, ecoando pelo banheiro.
“Aí não, pelo amor de Deus!”
“É aqui que você gosta, não é?”
“Ai meu Deus! Ai meu Deus!”
Eu não fiquei espantado com as vozes de um homem e uma mulher ecoando pelo banheiro masculino, até porque eu mesmo já fiz isso. Mas saber que a voz masculina era do Juliano e a feminina da Regininha, me espantou bastante. Dentre todas as pessoas que Juliano poderia estar pegando, Regininha era a última a passar pela minha cabeça. Eu saio ou não da baia para pega-los no flagra?
“Para com isso! Assim você me deixa louca!”
“Eu sou seu macho, não sou?”
“Sim, você é meu macho. Mas pode ter gente aqui no banheiro!”
“Não tem ninguém aqui. Eu vi Roberto saindo e David deve ter saído antes.”
“Deve ter saído?”
“Cale a boca e deixe-me terminar o serviço!”
“Sim senhor!”
Acho que vou ficar quieto aqui. Até porque, além de ser um diálogo super-engraçado, essa gemeção toda vai me ajudar a terminar o serviço.
“Tem gente querendo entrar, meu pixuco.”
“Não estou nem aí pra eles, minha gostosa!”
Pixuco? Fala sério! Eles já estão com apelidos esdrúxulos!
Mais barulhos de roupa roçando em roupa. Acho que ouvi um barulho de zíper, mas não tenho certeza.
“Se controla, Jú! Você vai ter mais hoje a noite!”
“Eu não consigo! Você é muito gostosa!”
“Eu vou te mostrar muito mais, daqui a pouco!”
“Mal posso esperar! Como vamos sair daqui?”
“Você é homem, então você sai primeiro. Eu vou me trancar em uma das cabines e esperar todo mundo sair para depois me retirar.”
“Ok! Me dá mais um beijo, sua potranca!”
“Vai agora, seu insaciável!”
Um barulho na baia ao lado coincidiu com o barulho do destrancar da porta. Dois caras entraram empurrando Juliano e xingando alguns palavrões. Juliano saiu do recinto e fechou a porta. Não ouvia-se um pio de Regininha, apenas os homens conversando.
“Cara, a Júlia tá foda hoje!”
“Porra, nem me fale!”
“Eu já cheguei nela umas três vezes e ela, nada.”
“Ninguém consegue pegar aquela mulher, cara. Ela não dá bola pra ninguém. Ela só deve ficar com homens ricos e poderosos. Nunca vai dar bola pra pés-de-chinelo como nós!”
“Pois é! Eu dou meu carro pra quem conseguir pegar aquela mulher hoje. Mas tem que ser da classe, por que senão não vale!”
“Duvido muito que isso vá acontecer aqui.”
“Eu também.”
Acho que vou ganhar um carro hoje.
“Você é maluco? Aqui é o banheiro masculino!”
Um barulho trancando a porta.
“Não interessa! Eu não vejo a hora de te agarrar!”
“Ai, Juliano! Você é maluco!”
“Maluco por você!”
Sons de roupas roçando, ecoando pelo banheiro.
“Aí não, pelo amor de Deus!”
“É aqui que você gosta, não é?”
“Ai meu Deus! Ai meu Deus!”
Eu não fiquei espantado com as vozes de um homem e uma mulher ecoando pelo banheiro masculino, até porque eu mesmo já fiz isso. Mas saber que a voz masculina era do Juliano e a feminina da Regininha, me espantou bastante. Dentre todas as pessoas que Juliano poderia estar pegando, Regininha era a última a passar pela minha cabeça. Eu saio ou não da baia para pega-los no flagra?
“Para com isso! Assim você me deixa louca!”
“Eu sou seu macho, não sou?”
“Sim, você é meu macho. Mas pode ter gente aqui no banheiro!”
“Não tem ninguém aqui. Eu vi Roberto saindo e David deve ter saído antes.”
“Deve ter saído?”
“Cale a boca e deixe-me terminar o serviço!”
“Sim senhor!”
Acho que vou ficar quieto aqui. Até porque, além de ser um diálogo super-engraçado, essa gemeção toda vai me ajudar a terminar o serviço.
“Tem gente querendo entrar, meu pixuco.”
“Não estou nem aí pra eles, minha gostosa!”
Pixuco? Fala sério! Eles já estão com apelidos esdrúxulos!
Mais barulhos de roupa roçando em roupa. Acho que ouvi um barulho de zíper, mas não tenho certeza.
“Se controla, Jú! Você vai ter mais hoje a noite!”
“Eu não consigo! Você é muito gostosa!”
“Eu vou te mostrar muito mais, daqui a pouco!”
“Mal posso esperar! Como vamos sair daqui?”
“Você é homem, então você sai primeiro. Eu vou me trancar em uma das cabines e esperar todo mundo sair para depois me retirar.”
“Ok! Me dá mais um beijo, sua potranca!”
“Vai agora, seu insaciável!”
Um barulho na baia ao lado coincidiu com o barulho do destrancar da porta. Dois caras entraram empurrando Juliano e xingando alguns palavrões. Juliano saiu do recinto e fechou a porta. Não ouvia-se um pio de Regininha, apenas os homens conversando.
“Cara, a Júlia tá foda hoje!”
“Porra, nem me fale!”
“Eu já cheguei nela umas três vezes e ela, nada.”
“Ninguém consegue pegar aquela mulher, cara. Ela não dá bola pra ninguém. Ela só deve ficar com homens ricos e poderosos. Nunca vai dar bola pra pés-de-chinelo como nós!”
“Pois é! Eu dou meu carro pra quem conseguir pegar aquela mulher hoje. Mas tem que ser da classe, por que senão não vale!”
“Duvido muito que isso vá acontecer aqui.”
“Eu também.”
Acho que vou ganhar um carro hoje.

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