“Meu irmão, você tirou a sorte grande!”, comentou Ricardo.
“O que você está fazendo aqui? Cadê a espinhuda?”
“A cara dela tava sangrando, então ela foi ao banheiro.”, disse Ricardo.
“É sério isso?”
“Claro que não, porra!”
“Eu sei lá! A mulher parece um terreno lunar, cheia de crateras!”
“Para de zoar! Ela tem um rabo maravilhoso!”
“É, a gente viu daqui.”, comentou Gilberto.
“Mas conta o que ela disse!”, pediu Roberto.
Eu contei tudo. O detalhe da roupa suada, o que ela disse e o quase beijo. Não podia faltar nenhum detalhe, inclusive o inconveniente do garçom.
“A mulher tá feroz! Toda vez que te encontra ela te dá uma cantada assim?”, comentou Juliano.
“Pois é, tô ficando até com medo.”
“Temos que continuar com o plano!”, comentou Ricardo.
“Por que você não vai lá dançar com ela?”, perguntou Gilberto.
“Eu não sei dançar nada!”
Começou o funk novamente. Parece que o povo do marketing pediu para o DJ, pois ninguém agüentava mais ouvir “Uma barata chamada Kafka”.
“Agora você não tem escolha. Qualquer um sabe dançar funk!”
“Eu não sei dançar nada!”
Olhei para cara do Ricardo e vi que ele pretendia alguma coisa. Não gosto desses olhares de maluco dele.
“Vai aprender agora.”
Os quatro começaram a me empurrar em direção ao salão. Aquele som forte do funk carioca parecia explodir na minha cabeça. Eles me deixaram, a contragosto, bem no meio, de frente para Júlia, que logo tratou de me puxar pra perto dela. Quando percebi, já estava rebolando até o chão.
A minha perna roçava nas partes íntimas de Júlia, me fazendo ir ao extremo. Eu olhava para os lados e, de relance, via as pessoas comentando. Ela me puxou pra bem perto e se virou, esfregando as nádegas fartas da minha barriga até meu joelho. É lógico que não agüentei e fiquei de barraca armada, para minha vergonha.
Num susto, ela se virou e ficou com o rosto colado no meu, nariz com nariz. Ela continuava dançando e rebolando e eu parado, feito uma estátua. Ela começou a falar, sem tirar os olhos dos meus.
“Não vejo a hora de sair daqui.”, disse ela, mordendo os lábios.
“Eu saio na hora que você quiser.”
“Vamos agora então.”
“Pra onde?”
“Pra sua casa.”
“Pra minha casa?”
“É!”
“Mas eu moro em Niterói!”
“Eu preciso estar em Niterói amanhã cedo. Vai ser ótimo pra mim.”
“Mas eu não tenho carro. Estou a pé!”
“Vamos no meu carro. Você tem garagem?”
“Tenho.”
“Ótimo.”
Ela se virou mais uma vez, esfregando suas costas suadas no meu peito. Todos já estavam de boca aberta.
“Vamos agora porque eu estou a ponto de bala!”, disse.
“Eu preciso ir ao banheiro primeiro.”
“Então vai logo!”
Ela olhou para mim e parou de dançar. Deu mais um sorriso e seguiu para o banheiro feminino.Eu fui para perto da galera, que mantinha a boca acerta.
“O que você está fazendo aqui? Cadê a espinhuda?”
“A cara dela tava sangrando, então ela foi ao banheiro.”, disse Ricardo.
“É sério isso?”
“Claro que não, porra!”
“Eu sei lá! A mulher parece um terreno lunar, cheia de crateras!”
“Para de zoar! Ela tem um rabo maravilhoso!”
“É, a gente viu daqui.”, comentou Gilberto.
“Mas conta o que ela disse!”, pediu Roberto.
Eu contei tudo. O detalhe da roupa suada, o que ela disse e o quase beijo. Não podia faltar nenhum detalhe, inclusive o inconveniente do garçom.
“A mulher tá feroz! Toda vez que te encontra ela te dá uma cantada assim?”, comentou Juliano.
“Pois é, tô ficando até com medo.”
“Temos que continuar com o plano!”, comentou Ricardo.
“Por que você não vai lá dançar com ela?”, perguntou Gilberto.
“Eu não sei dançar nada!”
Começou o funk novamente. Parece que o povo do marketing pediu para o DJ, pois ninguém agüentava mais ouvir “Uma barata chamada Kafka”.
“Agora você não tem escolha. Qualquer um sabe dançar funk!”
“Eu não sei dançar nada!”
Olhei para cara do Ricardo e vi que ele pretendia alguma coisa. Não gosto desses olhares de maluco dele.
“Vai aprender agora.”
Os quatro começaram a me empurrar em direção ao salão. Aquele som forte do funk carioca parecia explodir na minha cabeça. Eles me deixaram, a contragosto, bem no meio, de frente para Júlia, que logo tratou de me puxar pra perto dela. Quando percebi, já estava rebolando até o chão.
A minha perna roçava nas partes íntimas de Júlia, me fazendo ir ao extremo. Eu olhava para os lados e, de relance, via as pessoas comentando. Ela me puxou pra bem perto e se virou, esfregando as nádegas fartas da minha barriga até meu joelho. É lógico que não agüentei e fiquei de barraca armada, para minha vergonha.
Num susto, ela se virou e ficou com o rosto colado no meu, nariz com nariz. Ela continuava dançando e rebolando e eu parado, feito uma estátua. Ela começou a falar, sem tirar os olhos dos meus.
“Não vejo a hora de sair daqui.”, disse ela, mordendo os lábios.
“Eu saio na hora que você quiser.”
“Vamos agora então.”
“Pra onde?”
“Pra sua casa.”
“Pra minha casa?”
“É!”
“Mas eu moro em Niterói!”
“Eu preciso estar em Niterói amanhã cedo. Vai ser ótimo pra mim.”
“Mas eu não tenho carro. Estou a pé!”
“Vamos no meu carro. Você tem garagem?”
“Tenho.”
“Ótimo.”
Ela se virou mais uma vez, esfregando suas costas suadas no meu peito. Todos já estavam de boca aberta.
“Vamos agora porque eu estou a ponto de bala!”, disse.
“Eu preciso ir ao banheiro primeiro.”
“Então vai logo!”
Ela olhou para mim e parou de dançar. Deu mais um sorriso e seguiu para o banheiro feminino.Eu fui para perto da galera, que mantinha a boca acerta.

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