“Fechem as bocas, por favor.”, disse.
“Cara, só de olhar eu gozei umas quinze vezes.”, disse Gilberto.
“Cadê o Ricardo?”
“Foi correndo para um canto, tentar comer a espinhuda. Você sabe como ele é, acha que está perdendo a competição.”
“E aí? Preparado?”, perguntou Roberto.
“Acho que não.”
“Que viadinho!”, disse Ricardo, chegando com uma cerveja na mão.
Todos olharam para ele e perceberam que havia algo estranho.
“Seu zíper está aberto.”, apontou Juliano.
“Bianca quis visitar o Bráulio.”, disse ele, sorrindo.
“O nome da espinhuda é Bianca? Nem sabia.”, disse Roberto.
“Tem uma pilastra ali atrás super-escondida. Joguei uma máscara facial na cara dela e a coitada foi correndo pro banheiro. Uma das meninas do RH perguntou pra ela se ela estava gripada!”, disse Ricardo, caindo na gargalhada.
“Que nojo!”, disse Juliano.
“Você é muito viadinho mesmo!”, disse Ricardo.
“Ricardo, menos.”, disse Roberto.
“Vamos ao que interessa: vocês vão para algum lugar?”, perguntou Gilberto.
“Ela quer ir para a minha casa.”
“Para sua casa?!”, indagaram todos.
“É!”
“Mas por que você não vai pra um motel aqui perto?”, perguntou Roberto.
“Ela disse que precisa estar em Niterói amanhã cedo e que seria ótimo para ela.”
“Estranho, não acha?”, perguntou Gilberto.
“Para de jogar areia na fogueira do cara!”, disse Ricardo.
“Eu só achei estranho!”, disse Gilberto.
“Eu também achei, mas fazer o quê?”, disse.
“Eu vou carregar a espinhuda pra casa também. Não vou gastar dinheiro com ela.”, disse Ricardo.
“Faz você muito bem.”, disse Roberto.
“Lá vem sua futura esposa.”, disse Juliano, apontando para Júlia, saindo do banheiro.
Ela pegou a minha mão e me carregou para fora do grupo. Fomos direto para a saída. Só deu tempo de eu olhar para trás e ver os caras, mais felizes do que eu, torcendo por mim. Eu não posso decepcioná-los.
Here and Back Again...
Há 14 anos

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