Nunca tive muita sorte com esse lance de levar mulher pra casa. Sempre acontece alguma coisa, como: o chuveiro quebrar na hora de tomar banho com a garota; a menina retirar de suas costas uma roupa completamente imunda que estava em cima da cama; alguém aparecendo para uma visita surpresa; entre outras desventuras.
Ainda me lembro bem da primeira vez que tentei levar uma menina para a minha casa, quando ainda morava no interior com a minha mãe. Ela tinha viajado em excursão com algumas amigas e Joana já morava em Niterói. Eu estava aguardando por isso há bastante tempo e, na mesma hora que a minha mãe saiu de casa, eu, prontamente, liguei para uma menina que estava me dando mole. A garota chegou em alguns minutos, estes intermináveis! Eu era adolescente, o que explicava um pouco da ansiedade.
A recebi com uma cerveja choca (eu não sabia que estava choca, pois não bebia muito!) e um pote de amendoim. Sempre me disseram que amendoim era bom para a ereção e eu sempre achei isso uma idiotice. Nesse dia, claro, eu confirmei a minha suspeita de que, realmente, era uma idiotice.
Depois de abrir algumas outras milhares de cervejas, encontrei uma que não estivesse ruim, para o meu alívio. Peguei mais alguns petiscos e fomos assistir TV na sala.
Coloquei um filme bem picante, com cenas de nudez, mas sem sexo explícito. O filme era horrível, mas serviu para o que eu queria. Em pouco tempo, a garota, começou a levantar a saia e a dizer que estava com calor. Vendo que a coisa toda estava ficando boa, me entupi de amendoim, esperando um efeito mais rápido.
A garota começou a roçar a perna em mim e eu comecei a passar a mão na perna dela. De supetão, ela subiu em mim e começou a me beijar, mesmo cheio de amendoins na boca. Os amendoins voavam da minha boca à medida que ela enfiava ainda mais fundo a sua língua. Ela estava ávida por sexo e eu desesperado, quase sufocando com a porra do amendoim na garganta. Ela não tirava a boca da minha e eu, entupido, não conseguia respirar. Eu já estava ficando roxo e sem forças, quando ela desistiu e deitou no sofá, me chamando para continuar.
Eu cuspi o amendoim no chão e recuperei o ar. Ela ficou olhando para mim, como se nada estivesse acontecendo, me chamando com o dedo indicador e mordendo o canto esquerdo do lábio inferior. Nesse momento ela já estava sem roupas.
Desesperado, como de costume, retirei a minha roupa e fiquei olhando para baixo, esperando uma resposta do bendito, que nem se mexia. Fiquei mexendo nele, olhando para aquela garota sem roupas e nada. Para completar o vexame, minha mãe entrou pela porta dos fundos, sem fazer um barulho sequer, pegou um remédio na despensa, colocou numa colher e foi me procurar. O que ela encontra na sala? Uma mulher nua, um rapaz de quinze anos brocha e um monte de amendoim mastigado grudado em seu tapete. Nunca mais comi amendoim na minha vida.
Depois de alguns meses, voltei a falar com a minha mãe. Ela me disse que fez o ônibus voltar, pois sabia que eu não ia tomar o remédio na hora certa. Eu dei uma bronca nela e pedi para que nunca mais fizesse isso novamente. Sentimental como nenhuma outra, ela começou a chorar e a dizer que eu não a amava mais. Passei mais alguns dias revertendo a situação. Afinal de contas, eu não era tão idiota de ficar brigado com a minha mãe por muito tempo. Ela que pagava as minhas contas!
Esse foi o vexame do século e a garota nunca mais olhou pra mim. Pelo menos ela não contou pra ninguém, pois ela não podia fazer isso. O Pastor da igreja dela não deixava.

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