Com o carro estacionado perfeitamente torto, caminhamos para o elevador, um pouco distantes um do outro. Ela continua com uma cara estranha. Será que ela vai desistir?
“Tudo bem com você?”, perguntei, pressionando o botão do meu andar.
“Claro que sim.”
“Você está com uma cara estranha.”
“Não é nada.”
“Você quer continuar? Se quiser podemos fazer isso outro dia.”
Não acredito que acabei de dizer isso!
“Quero. Eu preciso disso, depois de tudo.”
“Tudo bem.”
Será que ela quer me fazer de objeto sexual e depois me jogar fora? Será que sou apenas um brinquedo? Será que ela só quer me usar? Até que não seria tão ruim.
“Não pense que estou te usando.”
Ela lê mentes!
“Não estou pensando isso.”
“Eu gosto de você.”
“Eu também gosto de você. Na verdade, eu e a torcida do Flamengo.”
“Você é engraçado.”, disse ela sorrindo, “E muito bonito também. Espanta-me você ainda ser solteiro.”.
“É que eu não encontrei a pessoa certa ainda, eu acho.”
Meu Deus! Faça com que eu fique quieto e pare de falar asneiras pelo menos até as três da manhã!
“É aqui”, disse, mostrando a porta do apartamento.
Para o meu espanto, ao abrir a porta, me deparei com uma casa arrumada e limpa. Hoje é sexta-feira! Dia de diarista! Não acredito que estou com tanta sorte assim!
“Sente-se. Vou pegar alguma coisa pra gente beber.”
Agora estou em apuros. Não deve ter nada nessa casa para beber, a não ser água ou algum refrigerante sem gás! Será que ofereço um café? Só se for para ela jogar na minha cara e me chamar de estúpido. Essa cozinha não tem nada!
“Tudo bem com você?”, perguntei, pressionando o botão do meu andar.
“Claro que sim.”
“Você está com uma cara estranha.”
“Não é nada.”
“Você quer continuar? Se quiser podemos fazer isso outro dia.”
Não acredito que acabei de dizer isso!
“Quero. Eu preciso disso, depois de tudo.”
“Tudo bem.”
Será que ela quer me fazer de objeto sexual e depois me jogar fora? Será que sou apenas um brinquedo? Será que ela só quer me usar? Até que não seria tão ruim.
“Não pense que estou te usando.”
Ela lê mentes!
“Não estou pensando isso.”
“Eu gosto de você.”
“Eu também gosto de você. Na verdade, eu e a torcida do Flamengo.”
“Você é engraçado.”, disse ela sorrindo, “E muito bonito também. Espanta-me você ainda ser solteiro.”.
“É que eu não encontrei a pessoa certa ainda, eu acho.”
Meu Deus! Faça com que eu fique quieto e pare de falar asneiras pelo menos até as três da manhã!
“É aqui”, disse, mostrando a porta do apartamento.
Para o meu espanto, ao abrir a porta, me deparei com uma casa arrumada e limpa. Hoje é sexta-feira! Dia de diarista! Não acredito que estou com tanta sorte assim!
“Sente-se. Vou pegar alguma coisa pra gente beber.”
Agora estou em apuros. Não deve ter nada nessa casa para beber, a não ser água ou algum refrigerante sem gás! Será que ofereço um café? Só se for para ela jogar na minha cara e me chamar de estúpido. Essa cozinha não tem nada!
Um vinho! Eu ganhei um vinho ano passado na churrascaria que fomos almoçar no final do ano! Ele deve estar escondido em algum lugar dessa despensa. Arroz, feijão, Trakinas, Trakinas, Trakinas, Trakinas... não é possível que Joana coma tanto biscoito! Esse maldito vinho deve estar no meio das garrafas.
Refrigerante diet, Refrigerante normal, Refrigerante Light, Cerveja... Cerveja! Mas está quente, essa merda! Como vou oferecer cerveja quente para ela? Será que se eu colocar um gelo fica bom? É capaz de dar caganeira quando a gente começar a transar. Vai ser como colocar bala de menta em garrafa de refrigerante. Não quero nem imaginar!
Lembro de ter colocado na geladeira. Será que está lá?
Água, água, torta, presunto, queijo podre. Tenho que lembrar de fazer uma limpeza nessa geladeira. Gelatina, frango, Vinho! Achei o desgraçado! E está gelado! Nem acredito! Agora as taças!
“Você gosta de vinho tin...”
Sabe aqueles momentos em que você olha para alguma coisa e leva um susto, deixando escapar qualquer coisa que esteja em suas mãos? Foi o que aconteceu.
Ela já estava sem o vestido, deitada no sofá, olhando para mim. Um espartilho azul claro cobria e torneava seu corpo estonteante. Uma meia-calça de mesma cor estava presa a pequenos prendedores, ligando-a ao espartilho. O cabelo solto e lindo escorria por seus ombros. A minha boca permaneceu aberta e só saí do transe quando senti o sangue escorrendo por entre os dedos de meu pé. Os copos tinham quebrado e cortado a minha pele, bem acima do dedão. Tinha que acontecer alguma coisa errada, não é?
“Você se cortou? Desculpa!”
“Não foi culpa sua, claro.”
“Você tem uma caixinha de primeiros socorros? Posso fazer um curativo para você.”
“Não precisa se incomodar. Eu mesmo posso fazer isso.”
“Eu já fiz curso de enfermagem. Faço isso em dois segundos e com garantia de permanência do curativo, mesmo com atritos constantes.”
Gostei da idéia dos atritos constantes.
“Onde está a caixa?”
“Está no banheiro, dentro do armário.”
“Vou pegar. Fique aí, quietinho, ok?”
“Não vou me mexer.”
Ela se levantou e foi andando para o banheiro. A calcinha minúscula quase não aparecia. Como ela rebola! Eu já estou preparado, pronto para a guerra!
“Levante o pé para que eu possa limpá-lo, antes de fazer o curativo.”
Levantei o pé e coloquei-o em cima da toalha de Joana. Júlia, lógico, não sabia de quem era a toalha. Com certeza, aquela demonstração de amor de Joana hoje a tarde irá desaparecer quando ela colocar o olho em seu pertence, completamente sujo de sangue.
Estou impressionado com a delicadeza dela. É perfeita, a mulher da minha vida. Não quero deixá-la nunca mais. Vou envelhecer ao seu lado, olhando para esses olhos verdes e dizendo “Te amo” de cinco em cinco minutos.
“Pronto.”
“Tem certeza de que não vai sair ou sangrar?”
“Não tenho, não. Eu estava brincando.”
“Mas e aí?”
“Por precaução, sente-se aí e deixa que eu faço o serviço.”
Começamos no sofá, terminamos na cama. Não vou dar detalhes. Só preciso dizer que foi a coisa mais incrível do mundo. Acho que depois disso, vou passar a acreditar em você, meu Deus, de tanto que eu te chamo!

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